Assim como Michel Temer, que passou por um procedimento cirúrgico para desobstruir as artérias coronárias de seu bondoso coração, o Brasil precisa ser submetido a uma terapia de choque. Para o presidente foi fácil: bastou embarcar no Força Aérea 1 tupiniquim e se desabalar para São Paulo, onde, durante o último final de semana, recebeu cuidados médicos do melhor complexo hospitalar do país ― tudo pago pelos contribuintes, naturalmente.

Na manhã da última segunda-feira, durante o traslado (de helicóptero) do hospital ao aeroporto de Congonhas, Temer aproveitou para tuitar uma mensagem de agradecimento à equipe médica e a todos que rezaram por ele nesses momentos difíceis. Fico pensando aqui comigo se ele não poderia ter apertado a mão de cada um desses fiéis apoiadores ― a julgar por seus índices de popularidade, isso não levaria mais que alguns minutos.

Voltando ao cerne da questão, a “cleptomania coletiva” que tomou conta da classe política em geral e parte substantiva do empresariado, os sucessivos escândalos expostos pela e PF e o MPF nos últimos tempos e o fato de nossos conspícuos congressistas continuarem legislando em causa própria, roubando descaradamente sem a menor preocupação com a possibilidade de passar férias compulsórias no sistema prisional tupiniquim são de embrulhar estômago de avestruz. Oxalá o povo ― ah, o povo ― saiba dar o troco nas urnas, expurgando sem remissão todos os 513 deputados federais e 2/3 dos 81 senadores da República.

Demais disso, pelo bem do país, Lula deve morrer. Eis uma verdade incontestável. Se o molusco abjeto ainda é encarado por boa parte da sociedade como o prócer a ser seguido, se continua sendo capaz de liderar pesquisas e inspirar militantes Brasil afora, então precisa morrer. CONTINUE LENDO EM http://fernandomelis.blogspot.com.br/2017/11/a-metastase-da-corrupcao-o-exterminio.html