A patuleia é sistematicamente contrária a privatizações, mas por uma razão muito simples: seu projeto de vida é mamar nas tetas estatais. Dias atrás, em entrevista a uma emissora de rádio, um desses luminares reverberou a opinião estapafúrdia da igualmente estapafúrdia ex-presidanta Dilma, para quem a privatização da Eletrobras comprometerá a geração de energia e encarecerá o fornecimento para o consumidor. 

Dilma tem larga experiência nesse assunto. Basta lembrar quem era a ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras por ocasião da vergonhosa negociada envolvendo a refinaria de Pasadena. Ou quem quase destruiu a Eletrobras quando, em 2013, reduziu irresponsavelmente as tarifas de energia ― que subiram feito foguete depois que a calamidade em forma de gente se reelegeu, comprovando o propósito eminentemente eleitoreiro do estratagema. Vale relembrar um trecho do fantasioso pronunciamento que a anta vermelha à nação para anunciar sua proeza:

(...)No caso da energia elétrica, as perspectivas são as melhores possíveis. Com essa redução de tarifa, o Brasil, que já é uma potência energética, passa a viver uma situação ainda mais especial no setor elétrico. Somos agora um dos poucos países que está, ao mesmo tempo, baixando o custo da energia e aumentando sua produção elétrica. Explico com números: como acabei de dizer, a conta de luz, neste ano de 2013, vai baixar 18% para o consumidor doméstico e até 32% para a indústria, a agricultura, o comércio e serviços. Ao mesmo tempo, com a entrada em operação de novas usinas e linhas de transmissão, vamos aumentar em mais de 7% nossa produção de energia, e ela irá crescer ainda mais nos próximos anos. Esse movimento simultâneo nos deixa em situação privilegiada no mundo. Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo. No ano passado, colocamos em operação 4 mil megawatts e 2.780 quilômetros de linhas de transmissão.

Observação: Quando nada, Dilma, a imprestável, serve como fiel da balança para quem não está bem certo se aprova ou reprova seja lá o que for: se a ex-presidente é a favor, é porque o troço não coaduna com os interesses da nação; se ela é contra, pode apoiar sem medo, porque deve ser bom para o Brasil.

Volto amanhã com outras considerações, que não estou disposto a estragar meu domingo discorrendo sobre as aleivosias de quem defende o quanto pior, melhor; de fisiologistas e seus apaniguados; de apedeutas ilustres que apoiam o aparelhamento da máquina pública em interesse próprio; de funcionários públicos ineficientes; de sindicalistas; de gente que presta vassalagem a esquerdistas ilustres, que estão na política para se locupletar mediante desvio de recursos das estatais cuja desestatização eles repudiam de forma tão veemente. Vade retro, cambada de pulhas!