Decididamente, o Brasil não é um país sério. Se fosse, Lula, hoje hepta-réu e já condenado a 9 anos e meio de prisão num dos processos, teria sido afastado do jogo político no momento em que se tornou réu pela primeira vez, e assim permaneceria até que a Justiça comprovasse sua tão alardeada inocência ou até que ele terminasse de cumprir suas penas.

Nesta republiqueta de bananas, porém, o pulha posa de candidato à presidente da República e sai pelo país em caravanas ― com a inexplicável complacência do TSE ―, à cata de votos dos desinformados e ignorantes que compõem majoritariamente nosso colégio eleitoral. Aliás, só mesmo a “péssima qualidade” do eleitorado tupiniquim explica o fato de o Picareta dos Picaretas estar em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto do Datafolha e afins, mas isso já é outra conversa.

A esperada condenação de Lula pelo TRF-4 não é conditio sine qua non para pôr fim à quimera petista, até porque réus em ação penal não podem ocupar a presidência da República nem mesmo interinamente. Basta lembrar que Renan Calheiros, quando se tornou réu por peculato, foi afastado da linha sucessória presidencial, ainda que o STF não lhe tenha cassado o mandato parlamentar nem o apeado da presidência Senado. Mas há quem diga que a única maneira de exorcizar o egun mal despachado é derrotando-o nas urnas. Isso talvez fizesse sentido num mundo perfeito, mas não vivemos num mundo perfeito. E criminosos devem ser jugados pelos Tribunais, não pelo voto popular.

O PSDB é um dos que defendem essa tese estapafúrdia, embora não seja capaz de tirar da cartola um nome capaz de fazer frente ao Parteiro do Brasil Maravilha. CONTINUE LENDO EM https://fernandomelis.blogspot.com.br/2017/12/a-situacao-juridica-de-lula-e-sua_16.html