Durante a abertura do 25º Congresso Professores da Educação Oficial do Estado de São Paulo, na última quarta-feira (23), os cerca de mil professores presentes ouviram de líderes de partidos políticos, sindicatos e associações um discurso pela unidade dos campos populares na política nacional ― do Partido da Causa Operária ao PT, passando por PCB, MST, PSOL, CUT, MTST e UNE (como se vê, o crème de la crème).

Na efeméride, Lula, o parlapatão, disse que primeira universidade brasileira foi criada 422 anos depois do descobrimento, que até então “filho da elite ia estudar na Europa”, que seu governo foi um marco para o ensino público universitário e técnico, que nos 13 anos do PT no poder foram criadas 282 escolas técnicas federais e 18 novas universidades federais, e blá, blá, blá.

Na avaliação do molusco abjeto, o processo de democratização do ensino foi interrompido porque “parte da elite deste país não gosta de dividir o que é público com os mais pobres. Por isso é que deram um golpe. Deram um golpe sabendo que estavam construindo uma mentira, que depois foi aceita pela Câmara e pelo Senado. Porque estavam cumprindo uma missão para a elite brasileira. Se aproveitando de um momento difícil do governo, de baixa popularidade na opinião pública, fizeram um serviço a mando das elites. Mas de uma coisa eu tenho certeza: tiraram a Dilma de lá, não por coisas ruins do governo dela, mas sim por coisas boas”.

Por fim, sua insolência perorou sobre o processo de perseguição jurídica de que se julga alvo, e que, na sua avaliação, é parte da mesma mobilização de interesses que levaram ao golpe contra Dilma: confira o excerto a seguir:

Alguns jovens da Polícia Federal produzem mentiras para que meios de comunicação as transmitam. Depois, jovens procuradores do Ministério Público Federal se utilizam dessas montagens para construir mais mentiras. Então, apresentam uma denúncia falsa ao juiz Moro, que ajuda os procuradores a montar melhor suas teses. Mas eu não tenho medo. Já estou processando o Moro e um delegado da PF. Não vou sair do país, nunca vou me exilar. Um dia, quem vai querer se exilar desse país é quem está contando todas essas mentiras sobre mim”.

Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?