Desde a redemocratização desta Banânia, há quase 30 anos, elegemos quatro presidentes: Fernando Collor, Fernando Henrique, Lula e Dilma (Sarney não foi incluído porque assumiu a presidência devido à doença de Tancredo Neves, que também não entrou na lista porque foi escolhido colégio eleitoral, e não pelo voto direto.

Desse quatro ex-presidentes, apenas 2 chegara até o final de seus mandatos: Fernando Henrique (1995 - 2002) e Lula (2003 - 2010). Collor assumiu em 15 de março de 1990 e renunciou em 29 de dezembro de 1992, horas antes do julgamento do seu impeachment. Dilma, que também foi expulsa de campo no início do segundo tempo, assumiu em 1º de janeiro de 2011 e destruiu alegremente a nossa economia até maio de 2016, quando foi substituída por Miguel Michel Elias Temer Luria, o vice decorativo escolhido por Lula e que, por uma dessas inexplicáveis ironias do destino, perdeu a chance de entrar para a história como “o cara que recolocou o Brasil nos trilhos do crescimento” e será lembrado como o primeiro presidente denunciado por crime comum durante o exercício do cargo. E O CARA FALA EM CONCORRER À REELEIÇÃO!!!!!!!!!

Quase três décadas depois de instalar na presidência o “caçador de marajás” de festim ― e um quarto de século depois de se livrar dele ―, o Brasil vê Collor dizer que tenciona se candidatar novamente à presidência, justamente num momento em que o povo anseia por alguém capaz de sepultar os desvarios dos dois extremistas que, segundo as pesquisas, são os mais bem cotados pelos brasileiros (como eu costumo dizer, a cada segundo nasce um idiota neste mundo, e os que nascem no Brasil já vêm com título de eleitor).

Quem votou nesse farsante corrupto e arrogante em 1989 ― como fez este humilde escriba, mas pelo simples fato de que a alternativa era votar no Lula ― pode até alegar que não sabia o que estava fazendo, mas os alagoanos que o elegeram senador em 2006 e o reelegeram em 2014 sabiam muito bem no que estavam se metendo. Depois de recuperar seus direitos políticos, Collor disputou o governo de Alagoas em 2002, mas perdeu para o então governador Ronaldo Lessa. Em 2010, tornou a concorrer ao governo do estado (pela terceira vez; a primeira foi em 1986, antes de ele ser presidente), mas foi derrotado já no primeiro turno. Em março de 2015, entrou para a lista dos investigados da Lava-Jato; em abril de 2017, foi denunciado por peculato, e em agosto do mesmo ano, tornou-se formalmente réu no STF (vale salientar que ele responde a 6 outros inquéritos relacionados ao Petrolão).

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