A condenação a 9 anos e meio de prisão do comandante máximo da ORCRIM e sua interdição, pelo dobro desse tempo, ao exercício de funções públicas funções públicas foram manchete no mundo inteiro.

“Lá fora, porém, não se tem uma visão tão nítida de Lula como ele realmente é, ou seja, o molusco ainda é visto como o Lula da década passada, que Barack Obama disse ao mundo ser “O Cara”. Mas o petralha é, como bem sabe a parcela pensante da sociedade tupiniquim, o cara que não hesitou em jogar na fogueira comparsas de longa data para salvar o próprio rabo do escândalo do Mensalão. O cara que não teve escrúpulo em se capitalizar politicamente com a morte da companheira de mais de 40 anos e usar seu caixão como palanque. O cara que, sem nem mesmo corar, atribuiu à falecida a culpa por todos os atos espúrios envolvendo o proverbial tríplex no Guraurjá que resultaram na condenação em assunto. Como se vê, um grande sujeito!

Volto ao assunto numa próxima postagem. Até lá, fica o texto a seguir, da lavra do impagável Felipe Moura Brasil.

COMEMOREMOS, SIM! É um dia de festa para o Brasil. O carnaval de inverno chegou.

Nem os receios naturais de que a sentença de condenação de Lula a nove anos e seis meses de prisão por Sérgio Moro no caso do tríplex sofra reveses em instâncias superiores devem impedir os homens de bem de comemorar a vitória parcial da Justiça contra o comandante máximo do petrolão, como o chamou o procurador Deltan Dallagnol, da Lava-Jato.

Os fogos de artifício que logo estouraram na região dos Jardins, em São Paulo, serviram de chamada espontânea para o ato de comemoração marcado em seguida nas redes sociais para o fim da tarde desta quarta-feira histórica, 12 julho de 2017, na Avenida Paulista.

Comemoremos, sim, hoje, amanhã, depois e até quando for necessário, porque a comemoração é não só uma forma de expressar o alívio com a potencial punição de um político corrupto que lavou dinheiro de propina, mas também de pressionar a 8ª Turma do TRF4 e, acima dela, o STF a manter a decisão de primeira instância que lavou a alma deste país.

Comemoremos, sim, hoje, amanhã, depois e até quando for necessário, porque a comemoração é não só uma forma de expressar o alívio com a potencial punição de um político corrupto que lavou dinheiro de propina, mas também de pressionar a oitava turma do TRF-4 e, acima dela, o STF a manter a decisão de primeira instância que lavou a alma do país.

Eu [Felipe] comentei dias atrás no vídeo “Lula é produto da ocupação de espaços” que ele cada vez menos suportava o fato de a imprensa noticiar a sujeira revelada pelos investigadores, em tal volume que não era mais possível varrê-la para baixo do tapete.

Nisto, um trecho da sentença de Moro é cristalino:

“O sucessivo noticiário negativo em relação a determinados políticos, não somente em relação ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parece, em regra, ser mais o reflexo do cumprimento pela imprensa do seu dever de noticiar os fatos do que alguma espécie de perseguição política a quem quer que seja. Não há qualquer dúvida de que se deve tirar a política das páginas policiais, mas isso se resolve tirando o crime da política e não a liberdade da imprensa”.

O passo mais importante para tirar o crime da política é tirar políticos criminosos de circulação, e Moro, graças ao trabalho da Lava-Jato, fez a sua parte neste sentido, assim como nós em O Antagonista, sem cair na conversa mole de que a culpa da negociação foi da falecida Marisa Letícia. "É evidente que o grupo OAS destinou o imóvel, sem cobrar o preço correspondente, e absorveu os custos da reforma, tendo presente um benefício destinado ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não a sua esposa exclusivamente". É evidente que Moro é um herói nacional na luta contra a ORCRIM.

Comemore você também a perspectiva de libertar o Brasil.