Cabem embargos infringentes à decisão do STF que condenou Paulo Maluf a sete anos, nove meses e dez dias de prisão em regime fechado, mais multa, por crimes de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de valores para contas no exterior. A decisão da 1ª Turma foi unânime ― inicialmente, foram 4 votos a 1, mas o ministro Marco Aurélio Mello acabou aderindo ao entendimento da maioria.

Os advogados do deputado tentarão converter o regime fechado em prisão domiciliar, já que Maluf nasceu em 1931, e a lei garante esse benefício a octogenários ― mas em caso de prisão preventiva, não de condenação por sentença transitada em julgado. Trata-se claramente de jus sperniandi; se vai colar, aí já é outra história.

Devido ao tempo transcorrido desde os crimes até o julgamento da ação, por pouco Maluf não sai livre leve e solto. A pena por lavagem de dinheiro prescreve em 16 anos, prazo que é reduzido à metade quando o réu tem mais de 70 anos de idade, mas, contrariando a tese da defesa de Maluf, os ministros entenderam que esse tipo de crime tem natureza permanente ― ou seja, só se interrompe quando o dinheiro escondido é descoberto, possibilitando o início das investigações (no caso do deputado, milhões de dólares teriam circulado em contas de membros de sua família, tanto na Suíça, quanto na Inglaterra e na Ilha de Jersey, e o prejuízo causado ao erário chega a US$ 1 bilhão).

Já perda do mandato parlamentar será determinada à Câmara depois que o STF julgar os embargos interpostos pela defesa, o que pode levar mais alguns meses.

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A defesa de Renato Duque apresentou à Lava-Jato uma fotografia dele com Lula, tirada no Instituto Lula em 2012, desmentindo, portando, a versão falaciosa em que o petralha diz só ter conhecido Duque em 2104. Leia o que diz a Veja:

Renato Duque afirmou que Lula tinha total conhecimento do Petrolão, recebia propinas do

esquema e era o comandante da estrutura criminosa. Duque disse que se reuniu três vezes com o petista para tratar de assuntos de interesse da quadrilha e, em pelo menos uma ocasião, discutiu a eliminação de provas que pudessem levar a Lava-Jato até o ex-presidente. Sentado diante de Sergio Moro, o petista negou as acusações e disse que nem sequer conhecia o ex-diretor da Petrobras quando esteve com ele no único encontro pessoal que tiveram, em julho de 2014, num hangar do Aeroporto de Congonhas. Em sua versão para a conversa, Duque disse ao magistrado que ouviu de Lula um pedido para eliminar contas de propina no exterior. Lula, por sua vez, disse que apenas apurava denúncias de corrupção envolvendo diretores da estatal. Em meio a essa guerra de versões, a foto apresentada por Duque é uma bomba. Ela prova que Lula conhecia Duque quando esteve com ele no hangar do aeroporto. Prova também que Duque já frequentava o Instituto Lula em meados de 2012, quando a fotografia foi tirada.

Como se vê, mentira tem perna curta, língua presa e um dedo a menos.

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Rodrigo Maia negou que tenha engavetado os 13 pedidos de impeachment protocolados contra o presidente da República depois que a delação da JBS veio à público.

Eu não posso avaliar uma questão tão grave como essa num drive-thru. Não é assim. Não é desse jeito. Quanto tempo se discutiu, se passou aqui a crise do governo Dilma? As coisas não são desse jeito”, afirmou o presidente da Câmara, na entrevista que concedeu à imprensa na quarta-feira, 24.

Maia afirmou que é preciso ter paciência. “Estão dizendo que eu engavetei. Não tomei decisão. Não é uma decisão que se tome da noite para o dia” declarou, além de reforçar que, como presidente da Câmara, não será instrumento para desestabilização do Brasil.

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