Durante cinco anos e meio, para não falar no que já vinha de antes, o Brasil viveu a ficção de que era presidido por uma pessoa basicamente normal. Meio atrapalhada, é óbvio, esquisitona, com uns apagões repentinos no caminho que vai dos circuitos cerebrais até a voz. Às vezes parecia engraçada ― não seria um número humorístico?

“Bom, eu estou vendo com, com, é, muita preocupação. Eu acho que o golpe que… um belo dia eles deram o golpe… nós sabemos as razões. E a chamada, é, u, né, o reino da selvageria. A gente tá vendo tudo isso… esse golpe tem desdobramento. Eu acho que um dos desdobramentos desse golpe é u… u… o juiz que vai julgar, de absurdos. Esse processo ele, ele tem também uma pessoa. Eles erraram de pessoa. Tem um erro de pessoa. Porque eles foram mexer com uma pessoa porque não lhes dão, não lhes dá a justiça do Power Point, ele, ele… o inocente.”

Sim, a autora dessa oração é ela mesma, Dilma Rousseff, numa espécie de reunião-entrevista em torno do ex-presidente Lula, divulgada recentemente pela internet. A primeira reação é: e daí? Nada disso faz nenhum nexo, é claro, mas que importância pode ter mais esse angu de palavras, ruídos e nenhuma ideia? É só a Dilma falando de novo.

Mas, se isso é um comportamento normal por parte de uma presidente da República, então alguma coisa está profundamente errada com quem acha que não é.

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Um ótimo domingo a todos.