O desejo era antigo ― vinha desde a consumação do impeachment da anta vermelha ―, mas faltava coragem para torná-lo realidade enquanto a sociedade civil não só rosnava nas redes sociais como saía às ruas para mostrar os dentes. Finalmente, há coisa de duas semanas, nosso temerário presidente ― aquele dos 3% de aprovação popular ― trocou Leandro Daiello por Fernando Segovia no comando da PF.

A nomeação de Segovia pode ser resumida da seguinte maneira: um presidente da República sob investigação da PF troca o chefe daqueles que o investigam. Não à toa, o gesto presidencial foi prontamente retribuído: em sua primeira entrevista coletiva, o delegado reduziu as denúncias oferecidas contra Temer por Rodrigo Janot, sustentadas nas delações da JBS e em investigações da própria PF, a “um ponto de interrogação que fica hoje no imaginário popular brasileiro”.

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