Lula é réu em 6 ações penais e alvo de três denúncias. No processo que trata do famoso tríplex no Guarujá ― ora em grau de recurso no TRF-4 ―, ele já foi sentenciado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Também foram condenados nessa ação o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o ex-ministro Antonio Palocci e seu ex-assessor Branislav Kontic, Roberto Teixeira, compadre e advogado do ex-presidente, e outras figuras menos notórias.

Em agosto passado, Moro acolheu nova denúncia contra o petralha, desta feita por corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo o sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). Outros três processos tramitam na Justiça Federal do Distrito Federal. No primeiro, aberto em julho de 2016, a alma viva mais honesta da galáxia responde por obstrução da Justiça ― pela compra do silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras; no segundo, fruto da Operação Janus, os crimes são de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de influência; no terceiro, originário da Operação Zelotes, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Dias atrás, a PGR ofereceu nova denúncia contra Lula e Dilma, no STF, por formação de organização criminosa, baseada em crimes praticados contra a Petrobras entre 2002 e 2016. Também foram denunciados o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, os ex-ministros Antonio Palocci, Guido Mantega, Edinho Silva, Gleisi Hoffmann (hoje senadora pelo Paraná, ré no STF e presidente do PT) e seu marido, Paulo Bernardo.

Janot também denunciou Lula e Dilma por obstrução da Justiça ― com base na nomeação do petista para a Casa Civil, em março de 2016, com o propósito de lhe garantir foro privilegiado. As acusações foram apresentadas ao STF, mas o ministro Fachin decidiu enviá-las à primeira instância da Justiça Federal no Distrito Federal.

O MPF voltou a denunciar Lula na última segunda-feira. Foi a segunda acusação apresentada contra ele na Operação Zelotes. De acordo com os procuradores, o ex-presidente e o ex-ministro Gilberto Carvalho cometeram crime de corrupção passiva ao pedirem 6 milhões de reais em propinas para viabilizar a elaboração e a edição da MP 471/09, que prorrogou por cinco anos benefícios tributários às empresas do setor automobilístico.

Como se vê, um currículo de respeito. E ainda assim tem gente capaz de votar nesse sujeito ― caso ele realmente consiga disputar a presidência nas próximas eleições.

Com gente assim, não é de estranhar que o país esteja na merda que está.