Tomei emprestado o título desta postagem de uma nota de Carlos Brickmann, que também me serviu de base para o texto a seguir.

Segundo Brickmann, há um ano tínhamos Dilma, Cunha, Nova Matriz Econômica, PT, Haddad e Dunga. Hoje temos Temer, Rodrigo Maia, política econômica ortodoxa, PT destroçado nas eleições, João Doria e Tite. A inflação, que ameaçava ultrapassar os 10%, contentou-se com 4%; os juros básicos, ainda altíssimos, que eram de mais de 13%, devem chegar em 8,75% ao fim do ano. A balança comercial está bem positiva: US$ 7,1 bilhões de superávit em março, o melhor resultado desde março de 1989. E não é pela queda das importações, apesar da recessão: o país importou 7% a mais do que em março do ano passado. E o principal problema econômico do Brasil, os estonteantes 13,5 milhões de desempregados, pode começar a ser revertido: o PIB ― soma de tudo que é produzido no país, incluindo serviços ― deve crescer 0,47% neste ano e 2,5% em 2018. É pouco, mas, para uma economia que há três anos só apresentava números negativos, é um sinal de que podemos ter esperanças.

Nesse cenário, prossegue o jornalista, o baixíssimo índice de popularidade de Michel Temer se explica pela própria política econômica: combater a inflação, reduzir privilégios e reformar instituições (mesmo falidas) é sempre impopular. Demais disso, prossegue Brickmann, há um ano tínhamos Temer, Renan, Eunício, processos da Lava-Jato encalhados no STF; hoje, isso mudou: os processos da Lava-Jato encalhados no Supremo ficaram ainda mais empoeirados.

E com efeito: A turma de Direito da FGVRJ fez um interessante estudo intitulado PESQUISA DO SUPREMO EM NÚMEROS, onde cotejou o tempo médio que a Corte gastava em 2002 para julgar uma ação penal (foro privilegiado) com o tempo que demora atualmente. O período de julgamento saltou de 65 para 1.377 dias!