A batalha inglória da defesa de Lula contra Moro começou em Curitiba, mas já chegou aos tribunais de segunda e terceira instâncias. Até agora, porém, todas as investidas fracassaram. Das nove exceções de suspeição e de incompetência negadas pelo magistrado, oito foram objeto de recurso. Nenhum dos cinco apelos já julgados pelo TRF-4 foi acolhido; as primeiras três exceções de suspeição ― apresentadas ainda em inquéritos, em julho de 2016 ― foram negadas pelo juiz, da mesma forma que os recursos apresentados ao TRF-4 e STJ. O STF também já negou um pedido de Lula, questionando a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgá-lo (acesse aqui a íntegra da decisão).

Na tentativa de afastar Moro, a defesa de Lula já tentou de tudo, de fotos do magistrado conversando com Aécio Neves em evento público, a um vídeo postado pela esposa do juiz na véspera do interrogatório do petista. De entrevistas do magistrado à imprensa, a artigos escritos, transcrições de palestras e toda sorte de “evidências de pré-julgamento e/ou suspeição”. Zanin chegou mesmo a encaminhar uma representação ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, acusando Moro de violar os direitos de seu cliente, que alega ser “vítima de perseguição política e de uma guerra jurídica ― ou lawfare ― amparada por setores da mídia”. Ao Estadão, Zanin acusou o magistrado de cercear as prerrogativas da defesa técnica e agir mais como auxiliar do órgão acusador do que como um instrutor da ação penal”, e não raro utiliza um discurso agressivo, mais para inflamar a militância do que para sensibilizar a Justiça, que tem ignorado solenemente suas aleivosias.

Em novembro de 2016, João Pedro Gebran, relator dos processos da Lava-Jato no TRF-4, rebateu a acusação de que Moro teria agido ilegalmente ao determinar a condução coercitiva de Lula e de ter politizado a ação. Em seu voto, o desembargador disse... CONTINUE LENDO EM https://fernandomelis.blogspot.com.br/2017/12/o-que-esperar-de-2018-parte-3.html