No finalzinho da última quinta-feira, a Standard and Poor’s rebaixou de BB para BB- a nota de crédito do Brasil, colocando o país três patamares abaixo do grau de investimento (que havia sido perdido em 2015, na gestão da Rainha Bruxa do Castelo do Inferno).

O rebaixamento pegou a equipe econômica no contrapé, até porque o ministro da Fazenda e virtual candidato à sucessão presidencial, Henrique Meirelles, fez o diabo para ganhar tempo. Mas a agência não quis esperar até fevereiro, quando será votada (se é que será votada) a famigerada reforma da Previdência.

O Executivo culpa o Legislativo, que culpa Michel Temer: para os parlamentares, a PEC ainda não foi votada porque a Câmara gastou um tempo imenso com as denúncias de Janot contra o presidente. Mas o fato é que faltou vontade política, e que interesses pessoais se sobrepuseram mais uma vez aos interesses da nação. A reforma da Previdência é polêmica, e os que a defenderam até agora não conseguiram convencer a opinião pública da sua inevitabilidade. Some-se a isso o fato de os 513 deputados e 2/3 dos 81 senadores estarem em fim de mandato, esperar que eles peitassem o eleitorado seria tão absurdo quanto acreditar na inocência de Lula. CONTINUE LENDO EM http://fernandomelis.blogspot.com.br/2018/01/o-rebaixamento-do-brasil-pela-stantdard.html