Toda passagem de ano é a mesma coisa: relembramos o que de ruim aconteceu nos 365 dias anteriores e desejamos ― principalmente a nós mesmos ― “um feliz ano novo”, sempre imbuídos de uma ilusória sensação de alívio em relação ao ano que se foi e de sentimentos de esperança para seguir adiante.

Mas o Tempo é uma entidade fluida, impalpável e indivisível; o fato de lhe atribuirmos um número novo toda vez que nosso planeta completa uma volta em torNo do Sol é apenas uma maneira de tentarmos atribuir alguma ordem ao Caos. Demais disso, não é o Tempo que passa; nós é que que passamos por ele, como a areia pelas âmbulas das ampulhetas. Conferir um número de série a cada ano é o mesmo que tentar aprisionar o Tempo num calendário de parede... E sempre haverá um Gilmar Mendes disposto a soltá-lo.

Enfim, 2017 foi um ano sui generis, com malas de dinheiro passeando pelas ruas e dezenas de milhões de reais em moeda sonante abarrotando malas e caixas num “bunker” soteropolitano Mas o ápice se deu mesmo... CONTINUE LENDO EM http://fernandomelis.blogspot.com.br/2017/12/o-tempo-o-bebado-e-o-equilibrista.html