Nossa fauna parlamentar trabalha de terça a quinta-feira em Brasília, deixando a capital da República às moscas no restante da semana. Nesta semana em particular, devido ao feriado do dia 15, a gazeta dessa classe particularmente laboriosa foi plena, geral e irrestrita, embora a pauta de debates e votações devesse ser retomada após o sepultamento da segunda denúncia contra Michel Temer, no mês passado. Mas qual o quê!

Brasília da Fantasia é um ponto fora da curva, um exoplaneta totalmente divorciado da realidade tupiniquim. Tem até ministra que reclama de “trabalho escravo” porque embolsa míseros R$ 3.292 do salário, já que recebe mais R$30.471,10 mensais por ser desembargadora aposentada e a lei determina que nenhum funcionário público perceba salário superior ao dos ministros do STF.

Não sei por que precisávamos de uma secretaria de Direitos Humanos, ou por que o Chefe Supremo do Quadrilhão do PMDB ― o primeiro presidente da nossa história a ser denunciado por crime comum no exercício do cargo e que se valeu de todos os estratagemas concebíveis para impedir que a Câmara autorizasse o Supremo a investigá-lo ― a promoveu a ministério no início deste ano. Enfim, cada povo tem o governo que merece, e o brasileiro, que parece especialmente vocacionado a perpetuar os erros do passado, vem amargado passivamente o terceiro tempo do funesto governo lulopetista, que se teria encerrado em 2016 se a deposição da anta vermelha tivesse levado seu vice de embrulho, e não o promovido a titular. Mas não foi o que aconteceu, e agora não adianta chorar.

Mudando de pato para ganso, pouca gente sabe para que serve o Congresso Nacional. Mesmo que o impeachment da ex-presidanta incompetenta nos tenha familiarizado com algumas sutilezas do Poder Legislativo ― e até mesmo do Judiciário; por incrível que pareça, hoje, no “país do futebol”, qualquer pessoa minimamente esclarecida já é capaz de citar nominalmente os 11 ministros do STF, mas não de fazer o mesmo escalação da nossa Seleção... CONTINUE LENDO EM https://fernandomelis.blogspot.com.br/2017/11/para-que-serve-o-congresso-nacional.html