Neste primeiro dia útil da segunda metade do segundo semestre de 2017, você deve estar tão farto de ler sobre a pequenez de Michel Temer e seus movimentos infames para arquivar o pedido de inquérito ― que ele próprio considerava, até poucas semanas atrás, “o terreno onde surgiriam as provas de sua inocência”― quanto eu de escrever sobre o tema. Ou sobre as bazófias do sacripanta de nove dedos ― que, para manter elevado o moral da sua tropa de seguidores incorrigíveis, escarnece da sentença que o colocará atrás das grades e longe do Planalto. Ou sobre as idas e vindas de Cunha e Lucio Funaro em suas tratativas de delação premiada ― que podem pôr um ponto final na palhaçada em que se transformou o atual governo ―, ou, ainda, sobre a petulância dos nobres deputados, que defendem o pronto encerramento do imbróglio que ameaça o chefe do Executivo, mas antecipam o recesso parlamentar, vão gozar suas “merecidas férias” no buraco de onde jamais deveriam ter saído e deixam o problema para ser resolvido nas kalendas græcas, no dia de são nunca ou quando as galinhas criarem dentes.

Por essas e por outras, cai bem um refrigério; como diz um velho ditado, “rir é o melhor remédio”.