A PASSO DE CÁGADO

Três meses após a divulgação da chamada Lista de Fachin, que expôs políticos pendurados no caixa da Odebrecht, o STJ ainda não recebeu os pedidos para abertura de inquérito contra sete dos nove governadores com foro na Corte. As exceções foram os casos do mineiro Fernando Pimentel (PT), já arquivado, e de Marcelo Miranda (Tocantins), ambos em andamento. Na sombra refrescante continuam, entre outros, Geraldo Alckmin (São Paulo), Beto Richa (Paraná), Luiz Fernando Pezão (Rio de Janeiro), Raimundo Colombo (Santa Catarina), Robinson Faria (Rio Grande do Norte), Flavio Dino (Maranhão) e Marconi Perillo (Goiás).

OUTRA VEZ

A Segunda Turma do STF vai decidir amanhã se aceita denúncia contra Fernando Collor. O ex-presidente é acusado de sete crimes, entre eles, corrupção e lavagem de dinheiro, todos em prejuízo da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. No mesmo processo estão envolvidos mais nove suspeitos, inclusive a mulher do senador, Caroline.

FARRA NO CÉU

No País que enfrenta o maior déficit público de sua história, deputados federais gastaram R$ 1.457 milhão com fretamento de aeronaves particulares no primeiro semestre deste ano. Mesmo durante o recesso a turma refestelou-se. O saporil que tatuou sua paixão por Temer no ombro, por exemplo, torrou R$ 17 mil em janeiro. O amazonense Átila Lins e o paranaense Fernando Giacobo (que já ganhou 12 vezes na Loteria Esportiva) lideram a lista do período, com R$ 160 mil cada um.

MALUF NA CADEIA?

Terminou dia 23 de julho o prazo para publicação do acórdão do STF que condenou Paulo Maluf a 7 anos e 9 meses de prisão por lavagem de dinheiro. Sabe-se lá por que, até agora isso não aconteceu. Vencida essa etapa, só restarão os chamados preso para tentar impedir que o deputado seja engaiolado. Como a sentença foi unânime, é mínima a chance de sucesso da defesa, ainda que a cargo do experiente advogado Antonio Carlos de Almeida Castro.

Com Ricardo Boechat