CONGRESSISTA ROUBA, É INVESTIGADO, MAS MANTÉM O MANDATO PORQUE ESTE PERTENCE AO ELEITOR ROUBADO.

A atual composição é a pior de toda a história do STF, mas, com um presidente da República denunciado por corrupção, formação de quadrilha e obstrução da Justiça e boa parte do Congresso investigada, denunciada ou ré na Lava-Jato, o Judiciário era tudo que nos restava até quarta-feira passada, quando uma estapafúrdia decisão do Supremo nos obriga a rever nossos conceitos, notadamente pelo voto confuso da ministra Cármen Lúcia, que garantiu o placar de 6 a 5 que deu às raposas a chave do galinheiro.

Fato é que essa vitória do Legislativo sobre o Judiciário reavivou em nossa memória o espetáculo circense protagonizado por Gilmar Mendes, meses atrás, quando, por 4 votos a 3, o TSE arquivou a ação que visava à cassação da chapa Dilma/Temer. Agora, com a faca e o queijo nas mãos, nossos conspícuos senadores já articulam uma votação secreta para reconduzir Aécio ao cargo, na próxima terça-feira, 17. Alguém tem dúvidas de qual vai ser o resultado?

Aécio, que responde a nove inquéritos no STF, foi afastado do mandato e submetido ao recolhimento domiciliar noturno por decisão da 1ª Turma. Para os senadores da oposição, que são minoria e defendem punição para o mineirinho safado, dificilmente a Casa irá manter as medidas cautelares impostas pelo Supremo, devido ao acordo de proteção firmado entre o PMDB e o PSDB.

Os votos contra o neto de Tancredo podem chegar a 30, caso o PT feche questão pelo afastamento, mas, para manter a punição, é preciso 41 votos (maioria absoluta) dos 80 possíveis ― o Senado é composto de 81 parlamentares, mas, por motivos óbvios, Aécio não votará na sessão do dia 17 ― aliás, só faltava essa!

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