Depois que Fachin rejeitou o mandado de segurança que buscava suspender o afastamento de Aécio Neves, o Senado decidiu aguardar a votação ― pelo plenário do Supremo, no próximo dia 11 ― de uma ação direta de inconstitucionalidade sobre os termos de afastamento de parlamentares sob investigação.

Dos 71 deputados que participaram da sessão, na noite da última terça-feira, 21 optaram pela pronta deliberação ― não por serem servidores públicos diligentes, mas porque boa parte deles (13) têm pendências a resolver no STF, e daí a maioria deles ter subido à tribuna para preferir discursos contundentes contra o Judiciário. 

Renan Calheiros e Romero Jucá, colegas de partido, comparsas e campeões em número de inquéritos latiram grosso. O primeiro disse ser melhor dissolver o Senado a se submeter ao Supremo; o segundo, que o STF não pode buscar “jeitinho”, que há um movimento para “anestesiar” os senadores e que não se pode agir com “covardia” nem “leniência” no caso.

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