Segundo João Dória, que desponta como candidato à presidência em 2018, em 13 anos, 4 meses e 12 dias à frente do governo federal Lula e Dilma conseguiram fazer somente duas reformas: a do tríplex no Guarujá e a do Sítio em Atibaia. O alcaide paulistano se diz “anti-Lula” por formação, e que “ser contra Lula é ser a favor do Brasil” ― quanto por mais não seja, isso lhe garante meu apoio, caso venha mesmo a concorrer.

O “primeiro cumpanhêro” já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e seis meses de prisão no processo que trata do tal triplex ― cuja propriedade ele nega, como também nega a do Sítio Santa Bárbara, objeto de outro processo que tramita na 13ª Vara Federal de Curitiba e que o promoveu, semanas atrás, a hexa-réu. Em dezembro de 2010, depois de empalar a nação com seu deplorável “poste”, o cara a amigos que, quando deixasse a presidência, passaria a descansar “em seu sítio”, que foi remodelado e redecorado pela Odebrecht a pedido de dona Marisa Letícia (detalhes nesta postagem). E, com efeito: até eclodirem as primeiras denúncias contra o chefe do Clã, os Lula da Silva estiveram no sítio 270 vezes, e a assessoria do ex-presidente emitiu pelo menos 12 notas oficiais dando conta de que o dito-cujo “passaria o fim de semana em sua casa de veraneio em Atibaia”.

Quando começou a subir na vida, ainda em São Bernardo do Campo, Lula morou num casarão pertencente ao amigo, compadre e advogado Roberto Teixeira. Foram oito anos sem jamais desembolsar um centavo sequer com aluguéis, impostos ou taxas. Aliás, também é de Teixeira o luxuoso apartamento nos Jardins ― região mais cara de Sampa e quiçá do Brasil ― onde mora de graça o pimpolho Luiz Cláudio Lula da Silva ― ou morava até ser contratado pelo time uruguaio Juventud de las Piedras, para trabalhar em “projetos desportivos e sociais”. Juntamente com seu papai, o caçula figura como réu numa ação penal oriunda da Operação Zelotes, referente ao recebimento de R$ 2,4 milhões do escritório de lobby Marcondes Mautoni por uma consultoria que não passava de material copiado da internet.

Observação: Se Dilma tivesse contratado Teixeira para administrar o Minha Casa, Minha Vida, talvez tivesse realizado algo aproveitável em seu funesto governo. Parece que o compadre do chefão da ORCRIM não só tem imóveis sobrando para ceder a presidentes, ex-presidentes e futuros presidentes, mas também conhece a fórmula mágica que permite a gente que jura ter sido pobre morar de graça em casa de rico.

O primogênito Fábio Luiz Lula da Silva também mora muito bem, obrigado. Seu apartamento foi comprado em 2009 por R$ 3 milhões, registrado no nome de Jonas Leite Suassuna Filho e redecorado com armários e eletrodomésticos que, somados, custaram R$ 1,6 milhão. Suassuna e Fernando Bittar ― filho de Jacó Bittar, amigo de Lula desde a fundação do PT ― figuram como donos do tal sítio em Atibaia e sócios de Lulinha na empresa de tecnologia Gamecorp ― depois que seu papai assumiu a presidência da Banânia, o menino de ouro deixou de catar bosta de elefante no Zoo de São Paulo e faturou R$ 300 milhões em apenas 15 anos.

Lulinha, note-se, é, desde sempre, um portento, e repete, em certa medida, o caminho do pai, que já o chamou de o seu “Ronaldinho”, numa alusão a suas habilidades nos negócios. Só a Telemar (hoje Oi) injetou R$ 15 milhões na empresa do rapaz ― com investimentos como esse, não é de espantar a dívida da empresa, em março do ano passado, fosse de R$ 60 bilhões (considerada impagável pelo mercado). Aliás, foi Lula quem mudou a lei que proibia a Oi de comprar a Brasil Telecom, ou seja, alterou uma regra legal para beneficiar a empresa que havia investido no negócio do filho. Deu para entender ou quer que eu desenhe?

Sobre o Clã Lula da Silva e a construção da república petista, relembra Reinaldo Azevedo que, quando explodiu o caso Rosemary Noronha ― aquela amiga íntima do molusco ―, a OAS foi convocada (mais uma vez) para dar uma mãozinha a João Batista, o marido oficial da tal senhora. Por não ter explicação para essas outras lambanças, a patuleia vomita impropérios nas redes sociais, acusando supostas conspirações.

Definitivamente, o PT superou a fase do Fiat Elba, que foi peça-chave na denúncia contra Collor. Lula, o PT e a tropa toda são profissionais nas artes em que Collor e PC Farias não passavam de amadores.